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Nós e a pandemia

Desde fevereiro de 2020, nossas vidas se viram profundamente alteradas pela pandemia do Covid-19. Todos conhecem a dimensão dos desafios novos que se apresentaram e que ainda continuam a testar nossas forças, nossa capacidade de enfrentar uma situação nova e difícil. 

A provação mais difícil, sem sombra de dúvida, é a dos que sofreram ou sofrem com a própria doença, causada pelo Coronavírus, que já atingiu tantos de nossos parentes, amigos ou conhecidos. Só na Bélgica já foram mais de 22 mil mortos, e no Brasil, mais de 260 mil. Quantos relatos tristes, quantas histórias que nos doem no coração, quantos sonhos abandonados, quantos projetos à espera de um momento melhor! 

Ao mesmo tempo, quantas mostras de coragem e de dedicação altruísta na ajuda aos outros! Quem entre nós ainda não parou um instante para pensar, com respeito e admiração, no esforço abnegado dos profissionais de saúde – médicos, enfermeiros, equipes de hospitais e clínicas – para fazer frente à pandemia, tantas vezes em circunstâncias de estresse físico e psicológico e não raro com grandes sacrifícios pessoais? E o que não dizer de tantos outros cujas atividades têm sido essenciais para nos ajudar a superar esses desafios: policiais, bombeiros, motoristas, farmacêuticos, entregadores de comida, trabalhadores do comércio essencial, e a lista seria longa. 

Para os brasileiros que vivem no exterior, os desafios da pandemia se veem acrescidos de outras preocupações. Vivendo em um país estrangeiro, estamos longe de nossos familiares e amigos no Brasil. As restrições de viagens podem ser dolorosas para os que precisam viajar por razões familiares, pessoais ou profissionais. Voos cancelados, suspensões de rotas aéreas pelas autoridades. A pandemia é difícil para todos. Mais ainda para quem é estrangeiro e está longe de casa. 

O ano de 2021 trouxe novas esperanças, principalmente pela perspectiva de que as vacinas, que já vêm sendo aplicadas em quase todo o mundo, tragam uma redução substancial da pandemia e permitam um retorno à normalidade, ou pelo menos a algo que nos pareça um pouco mais normal. 

O que fazer enquanto se espera essa volta à normalidade? Cada um saberá avaliar suas próprias circunstâncias de vida, mas julgo que o mais importante é lembrar sempre que todos nós somos membros da comunidade e podemos contribuir para ajudar na superação da pandemia.  

Lembremo-nos de ser solidários com os que sofrem mais, seja porque adoecem, seja porque são atingidos pelas consequências econômicas ou sociais do confinamento. Vários de nossos compatriotas na Bélgica e em Luxemburgo enfrentam situações difíceis, em alguns casos tendo que garantir o sustento de crianças ou parentes vulneráveis. Desde o início da pandemia, o Setor de Assistência do Consulado tem acompanhado muitos casos desse tipo. Já houve diversas iniciativas muito louváveis de ajuda mútua no âmbito de nossa comunidade – por exemplo, na distribuição de cestas básicas – e é importante que esses bons exemplos inspirem novas atividades. 

Por outro lado, a situação que vivemos nos recorda uma verdade antiga: os gestos individuais de cada um podem produzir efeitos sobre todos os demais. E esses efeitos podem ser terríveis. O jovem que, por excesso de confiança, participa de uma aglomeração proibida pode, por um encadeamento imprevisível de eventos, estar causando a contaminação de uma pessoa vulnerável. Alguém que esqueça de usar a máscara facial ou de respeitar o distanciamento social pode, pela pressa em voltar à vida normal, contribuir para que o retorno à normalidade se torne mais difícil. E se alguém desrespeita a obrigação de quarentena – por exemplo, ao retornar de uma viagem –, está colocando outros em risco e dificultando a solução do problema, contribuindo para que as restrições de viagem tenham que se manter por tempo mais longo. 

É essencial, nessa situação, que todos estejamos atentos e que façamos todos os esforços para seguir à risca as orientações dadas pelas autoridades belgas e luxemburguesas. Com isso, nos protegemos a nós mesmos e ajudamos a proteger os demais. 

Respeitar o distanciamento social e não esquecer o uso da máscara em todas as situações em que é obrigatória. 

Respeitar a limitação do número de contatos próximos e o “toque de recolher” noturno. 

Fazer os testes de Covid e observar a quarentena sempre que isso for determinado pelas autoridades, muito especialmente nos retornos de viagens. 

Tomar a vacina assim que chegue a nossa vez, conforme o cronograma e as regras definidas pelos Governos belga e luxemburguês. 

São medidas como essas que nos ajudarão a superar essa situação tão difícil em que nos encontramos.  

Se você tiver dúvida sobre as medidas de saúde e de prevenção determinadas pelas autoridades, consulte os sites oficiais da Bélgica e Luxemburgo. Os links podem ser encontrados na página do Consulado na Internet (cgbruxelas.itamaraty.gov.br).  

José Humberto de Brito Cruz
Cônsul-Geral do Brasil 

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